domingo, 16 de março de 2014

A Velhice na Atualidade

COMO AINDA ESTAMOS OLHANDO A VELHICE NA ATUALIDADE?


"A sociedade está diante de um novo fenômeno: o envelhecimento. O ser humano está envelhecendo em quase todos os países desenvolvidos ou em desenvolvimento e, devido a inúmeros fatores, sua perspectiva de vida vem aumentando cada vez mais. As questões relacionadas ao envelhecimento humano vêm despertando a atenção de alguns cientistas desde o século XVI, com representantes como Bacon e Descartes, dentre outros. (Azevedo, 2001; Leme, 1996) Entretanto, Paiva (1986) destaca que apenas no início da década de 1920 algumas pesquisas entraram realmente na pauta das pesquisas científicas, “com investigações que contemplavam, basicamente, as transformações fisiológicas e suas perdas para o orgasmo, nesta fase do desenvolvimento”.


Devido a esse enfoque, a velhice por um largo período de tempo foi associada a limitações e deficiências. E, ainda hoje, esse olhar sobre o envelhecimento gera inúmeros preconceitos e dúvidas. É comum, conforme destaca Veras (1987), percebermos que muitas pessoas vêem a velhice associada ao estado de “doença”, “fim da vida”. Assim, o homem, mais do que nunca, vem buscando, incansavelmente, a fonte da “eterna juventude”, como se envelhecer fosse algo que devesse ser evitado a qualquer custo, deixando de lado a noção de que “nada flutua mais do que os limites da velhice em termos de complexidade fisiológica, psicológica e social”.(Ibidem) Neste contexto, é necessário que todos os profissionais ligados à área de saúde, bem como todos aqueles que se interessam em aprofundar seus conhecimentos em relação ao envelhecimento humano, aprendam a abordar a velhice como um fenômeno universal, onde “o envelhecimento ou senescência se caracterizam por uma série de alterações biológicas, psicológicas e sociais”, que acompanham as pessoas na maior parte da sua existência. (Mascaro, 1997).



Portanto, ao estudar o envelhecimento de forma ampla e responsável, cada pessoa, profissional ou não, poderá reconhecer que “depositar a responsabilidade de um envelhecimento saudável no indivíduo significa cair num reducionismo histórico e social” que acaba por gerar um novo estereótipo: o mito da imortalidade. "



Psicóloga (CRP26133/05), Licenciada e Bacharel em Psicologia, Mestre em Sexologia (UGF/RJ), Especialista em Sexualidade Humana (UGF/RJ), Especialista em Dependência Química e outros Transtornos Compulsivos (UNESA/RJ), Gestalt Terapeuta, Professora Universitária, Coordenadora da Pós-Graduação em Geriatria e Gerontologia (UVA/RJ). Colaboradora da Lumiar Projetos – www.lumiarprojetos.com.br


Envelhecimento e perspectiva de vida
Autor: Prof. Me. Maristela Poubel Araújo Moreira *


Imagem: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=643951

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